A percepção de que o rabo de cavalo está mais fino ou de que a risca central do cabelo se alargou pode ser um dos primeiros indicativos das transformações que a menopausa provoca na saúde capilar das mulheres. Em alusão ao Dia Mundial da Menopausa, celebrado em 18 de outubro, especialistas chamam a atenção para a necessidade de monitorar essas alterações, que vão muito além de uma simples questão estética.

De acordo com a médica Hellen Assis, com atuação em medicina regenerativa e capilar, as flutuações e a queda nos níveis hormonais típicas dessa fase afetam diretamente a estrutura dos fios. Um dos quadros mais comuns é a alopecia androgenética, conhecida como calvície feminina, na qual o cabelo perde volume progressivamente e os fios tornam-se cada vez mais finos.

Investigação clínica e fatores associados

A profissional ressalta que, embora a menopausa seja um fator determinante, o diagnóstico exige uma análise ampla do histórico de saúde da paciente. Devem ser investigados hábitos de vida, padrões de sono, níveis de estresse, alterações de peso e a alimentação, além do uso de determinados medicamentos que possam influenciar a queda capilar.

Entre os exames fundamentais solicitados nos consultórios está a dosagem de ferritina, para avaliar as reservas de ferro no organismo, cuja deficiência é um conhecido catalisador da perda de fios. Alterações na tireoide também entram no escopo da investigação médica para descartar comorbidades associadas.

Além do impacto físico, as transformações capilares na menopausa frequentemente geram repercussões emocionais, afetando a autoestima e a relação da mulher com sua própria imagem e feminilidade. Por isso, a abordagem terapêutica deve ser individualizada e integral, englobando desde tratamentos clínicos para controle da calvície até, em casos específicos, a indicação de transplante capilar.